Monday, November 16, 2009

fim de semana lindo.....

Fim de semana foi lindo, na maior parte do tempo. Chuva, muuita chuva. E como eu adoro um temporalzinho assim, pra olhar da janela, embaixo dos cobertores em alguma madrugada..... Amo, há certos momentos em que tudo costuma fazer sentido pra mim, esse é um deles....


Céu cinza também, BEM cinza, pra me deixar feliz. Muitos cafés, porque não é por ser finde que vou deixa-los de lado, muitas conversas, muitos abraços, muitos sorrisos, comidinhas, leituras, blogs. Algumas atucanações, gostosas dessa vez (irritantes, mas gostosas.) Algumas saudades, muitas lembranças. Vontades de fazer algumas coisas que há tempos andam no plano dos..... planos.


Mas tudo está se ajeitando direitinho. Devagarzinho, claro, pq as coisas não costumam ser tão fáceis assim, mas está ficando tudo bem. Vou dando meu jeitinho de voltar a me sentir bem no lugarzinho que escolhi pra mim nessa imensidão toda. Porque é mesmo muito fácil se perder num mundo imenso e visceral assim, é muito fácil sentir medo perante coisas que não se entende, perante um mundaréu de interrogações. Ainda mais quando se tem uma profusão de sentimentos/pensamentos/medos/angustias/vontades/amores dentro de si, como eu tenho.

Monday, October 26, 2009

putz, hoje eu tav...

Putz, hoje que eu tava suuuper no clima de escrever aqui, fiquei sem internet o dia todo. Pôxa, ficar sem internet num domingo é cruel, não?


Enfim, voltarei outra hora pra contar do que anda acontecendo. Rezem para que a porcaria do cabo do meu modem não se suicide novamente.


Boa 2ª pra vcs! (juro que não foi ironia.... ) =)

Tuesday, October 20, 2009

Como sempre, está ....

Como sempre, está tardíssimo e eu continuo acordada.


Apesar de saber que novamente dormirei menos de 4h, apesar de saber que acordarei tendo inveja de zumbis, apesar de saber que o dia amanhã será exaustivo e que novamente dormirei na aula que tenho depois do almoço. Mas tive um dia bem estressante hoje, que me deixou bem angustiada, e a madrugada tem sempre o poder de me deixar um pouco mais tranqüila, então me irrita o fato de que, quando começo a me divertir de novo depois do stress, tenho que ir dormir. Adoro madrugada, talvez deva cogitar a vida de guarda noturna.


Ah, a angústia de hoje foi uma angústia motivada, nada relacionado aos stresses dos últimos tempos. Alunos podem ser serezinhos extremamente estressantes e ingratos às vezes. Volto a divagar: talvez ser guarda noturna seja uma opção.


bjs, meliga ;)

Tuesday, October 06, 2009

Bem, estou vindo avisar que estou....

Bem, estou vindo avisar que estou viva. E bem. Os últimos posts foram meio deprimentes e quem ler isso aqui e ver que eu não tinha entrado mais há um bom tempo vai acabar pensando "Se atirou num poço, de certo". muáhahaha. (humor negro mode on)

Não, o motivo pra eu não ter postado ultimamente não foi tristeza ou algo do gênero, foi simplesmente o fato de eu andar suuuper ocupada. Com estágio, com planejamento de estágio, com imprevistos do estágio, com provas, com textos a ler, com amigos pra ver, etc.

E a verdade é que ainda estou me colocando no eixo de novo, então quis ficar um pouco afastada daqui. Pq toda vez que venho aqui inevitavelmente penso demais, falo demais comigo mesma. E isso eu já faço sempre, o tempo todo, e às vezes se faz necessário pensar menos e viver mais. É o que tenho tentado fazer, então.

Mas está tudo indo muito bem. O estágio está sendo super legal, uma surpresa boa mesmo, os amigos andam me fazendo muito bem também ( os antigos e os novos), e estou voltando a ver graça em tudo de novo, me preocupando um pouco menos.

Ah, sobre o temporal-al-al que atingiu o RS ontem: o vento foi tão forte que o pára-brisa do bus em que eu estava soltou. Sim, soltou. E a "tampa" do ar condicionado que fica no teto soltou tbm e ficou fazendo um barulhão no teto, todo mundo ficou apavorado sem saber o que estava acontecendo. Mas sobrevivemos todos, no final. O problema é que cheguei em casa e não tinha luz, o que me deixou louca da vida. Pôxa, eu tava sonhaaando com um banho quente e de espuma (vamos fingir que eu tenha uma banheira, ok? ) ..... Mas enfim, c'est la vie. E hoje o tempo já estava melhor, choveu bem menos, e o tempo estava agradável, nem frio nem quente, e nublado como eu gosto =)

Cenas dos próximos capítulos nesse mesmo local, mas certamente não no mesmo horário ;)

Sunday, September 13, 2009

Retomando o post anterior:


Retomando o post anterior: sim, a semana foi boa.

Consegui resolver a questão da dorzinha latejante. A dor, não da causa dela, ainda. Pq a causa (um amontoado delas, na verdade), é bem complexa, nada que possa ser resolvido assim, como algo que simplesmente apagamos ou abstraímos.

Mas abstrair está sendo uma das minhas soluções. Sou atucanada-neurótica-preocupada demais às vezes, e (tentar) abstrair ajuda a vermos as coisas com mais clareza e objetividade. E isso é um grande passo para alguém que tantas vezes é um emaranhado de sentimentos.

Mas acho que tudo vai ir melhorando aos poucos. Tenho que acreditar que tudo vai se ajeitando se fizermos a nossa parte, que não dá pra prevermos e anteciparmos e resolvermos tudo antes da hora. Que não dá pra termos controle de tudo sempre. Que nem tudo é tão catastrófico quanto às vezes parece. E que se for mesmo catastrófico, se realmente eu achar que as coisas não estão boas e nem vão ficar, dá pra começar de novo. Isso uma amiga querida me ajudou a entender.

Sempre achei q temos de tentar ir vivendo da melhor forma possível, curtindo todos os detalhes, todo o percurso, pq só valorizar o ponto de chegada é besteira. E o tempo todo que passamos no caminho até lá? Simplesmente deixar passar? Não, não mesmo.

Sei que to conseguindo respirar melhor de novo. E isso não tem preço. Só que os dias andam meio amargos e chuvosos demais. E ainda que eu ame chuva, estou precisando que um sol bem brilhante se abra lá fora. E aqui dentro, onde ele anda meio apagadinho. Mas isso eu logo providencio =)



Monday, September 07, 2009

feriadinho



Feriado é tudo de bom.


O meu foi ótimo. Não fiz nada de mais, nenhuma grande aventura ou novidade, mas curti, descansei um pouco, fiquei com a família que eu amo, risquei alguns itens da minha "what to do" list, vi a chuva linddda que caiu hoje só pra me deixar um pouco mais feliz. Céu nubladão anunciando temporal, chuva forte e o cheiro que ela deixa são algumas das coisas que me fazem mais bem. Dão uma aquietada na alma.

Que anda inquieta; mais do que de costume. E que anda meio triste. E meio que totalmente confusa. Citando meu amigo Rust "aquela dor daquele músculo sem nome que passa os dias contraído em algum lugar do seu estômago, e que dói, dói muito, e você sabe que não é por nada que você ingeriu, inalou, nem tampouco por causa de um soco ou de uma batida, embora doa quase como um soco". É bem isso que ando sentindo. Uma dor, um aperto em algum lugar do meu estômago, em algum lugar que eu nem sabia que existia. E que incomoda, incomoda muito. E que é constante, sabe, só fica mais fraca às vezes. Parece que é algo que me impede de respirar tranquila, como se só tirando esse peso de mim eu pudesse voltar a respirar de novo.

Só sei que essa sensação, além de me fazer mal, me irrita. Odeio quando perco o controle sobre o que sinto. Sei que não dá pra termos controle sobre tudo na vida, mas pelo menos sobre mim eu gosto de ter um pouco. E essa dorzinha aí já se instalou há tempos, e ainda não consegui fazer com que ela fosse embora.

O bom é que consigo deixar tudo isso em standby, como uma janelinha do windows minimizada em algum canto de mim, para que não atrapalhe ou interfira demais nos meus dias, na minha vida, na minha pseudo paz.

Sem muito mais a dizer hoje....... espero que a semana seja boa.


Tuesday, September 01, 2009

Tive aula o dia todo na facul hoje. Pensei que ia voltar pra casa em plena tempestade tropical, com direito a algum pseudo tornado. Mas não, indo de ônibus pro mercado, a cena dificilmente poderia ser mais linda: o dia acabando, com o sol se pondo e deixando tudo colorido, claro e brilhante, contrastando com as nuvens escuras do temporal que se anunciava. Sabe quando a gente olha pela janela e fica sorrindo sozinha? Então.

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Pq ando sim, cansada, preocupada e estressada ultimamente. Mas tem momentos em que tudo isso parece desaparecer por uns minutinhos, só pra me deixar ver de novo a magia de tudo isso que chamamos de vida.

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E tive alguns desses momentos hoje: vendo o céu fechando de dentro da sala de aula (adoooro céu cinza), vendo as árvores lindas que a ufrgs tem e que há tempos eu não notava, comendo um pedaço de torta e fofocando/confabulando no almoço com uma amiga querida, conversando e rindo muito com amigos que me fazem tão bem, voltando de ônibus pro mercado ouvindo música e observando embasbacada a cena linda que o céu criava lá fora.

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E pensar que quando acordei hoje, teria dado tudo pra poder voltar correeendo pra cama..... teria perdido um dia lindo, delicioso e feliz. Leve como há algum tempo eu não tinha.

Sunday, August 23, 2009

O fim de semana estava lindo e bem feliz. Saí com amigos queridoooos, ri até me faltar ar, conheci melhor pessoas com as quais apenas convivia, me apertei na parte de trás de um fiesta com mais 4 pessoas, fiquei fofocando com uma nova amiga até as 4 da manhã (sem vinho, unfortunaltely, mas isso se resolve da próxima vez).

Dei conselhos, recebi váários tbm, pensei na vida, arrumei o quarto e o computador.

Tem muita coisa linda e feliz por aí, coisas que ME fazem feliz. Pequenas coisas. Amigos, sorrisos, risadas, pizza, família, boa música e literatura.

Às vezes eu queria uma bola de cristal, já falei isso aqui. Não tenho nem ideia de onde meu caminho está me levando, but I can enjoy the way, right??

Saturday, August 15, 2009

Ah, não sei....... hoje foi um dia bem estranho, a começar pelo fato de que está parecendo domingo em pleno sábado.
Além disto, termômetros marcavam 34ºC lá fora, sendo que há uma semana tínhamos temperatura de 4ºC e já achávamos isso bem alto. Não sei se foi tanto que chamou a atenção de alguém, mas eu ando falando bastante de condições climáticas; não por falta de assunto (o que nunca falta nessa minha cabeça é assunto, mesmo que alguns sejam impublicáveis/indizíveis aqui), mas sim porque elas influenciam diretamente a vida desta que vos fala.


Tipo hoje, um dia de alto verão no meio do inverno, em que botei uma manga curta pra sair, morrendo de medo de passar frio apesar do termômetro me dizendo o contrário; é o tipo de dia que te faz sentir coisas bem diferentes das que se está acostumado a sentir ao longo do inverno. A gente se sente mais leve, apesar de odiar o calor, se sente mais...... não sei a palavra exata aqui, mas é uma coisa mais let it be.... dá pra entender? Não sei se é porque associamos calor a final de ano, fim de aulas, férias, natal, etc, mas querendo ou não o verão me parece uma estação menos reflexiva do que o inverno.

Ando tendo uns sonhos bem estranhos....... Alguns horríveis (que frequentemente envolvem o metrô, juro que não sei pq), alguns fofos (sem mais comentários aqui), alguns que envolvem governantas baixinhas na Alemanha.... (ok, esse último devido a um conto da Katherine M. que li esses dias). Tem detalhes do dia a dia que por nós passam desapercebidos, nem damos bola, e num sonho elas voltam e tomam proporções totalmente diferentes. Engraçado isso, neh? É como se fosse uma vingancinha dessa tal "coisa a qual não demos bola". Não ligamos pra ela durante o dia, daí ela dá um jeito de voltar durante um sonho, onde tecnicamente você não manda nada (apesar de que eu, em alguns sonhos ruins, penso "isso é um sonho, é só fazer muita força pra abrir os olhos que ele acaba". Aconteceu pela primeira vez quando eu tinha uns 8 anos, no meio de um sonho que envolvia uma bruxa e o pica-pau. E sim, no sonho eu era um desenho também, e tive essa epifania enquanto me escondia da bruxa embaixo de uma mesa. )

Esse pseudo verão também me faz lembrar de muitas coisas, e pessoas, e voltar a épocas diferentes da atual. Eu super relaciono sentimentos a condições climáticas, a cheiros e a músicas. Deixe eu explicar: na época do el niño, por exemplo, eu sei que estava na 6a série. Não foi pq fui atrás do ano e fiz os cálculos; mas sim porque, quando sinto aqueles ventos queentes que eram típicos dele, me sinto de novo como naqueles dias. De alguma forma me vêm à cabeça a capa roxa do livro de ciências, que tinha um balão (daqueles que vão pessoas dentro), na capa; e o lugar onde me sentava na sala de aula, e o que eu pensava e quem eu era. Essa é a graça: eu não lembro apenas o que eu sentia ou pensava na época, mas por alguns segundos sou transportada para lá e sinto de novo exatamente o que eu sentia. Isso pode ser muito bom e muito ruim, claro. Porque só lembrar é algo bem mais distante e seguro do que sentir, e todos sabemos que sentir nem sempre é bom.


Esse post ficou bem sem pé nem cabeça....... sorry.

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Thursday, August 13, 2009

Tah um dia absurdamente lindo de céu azul lá fora. Faz bem, sabe? Acordar e ver um dia assim, sorrindo...

Adoooro dias nublados, e qualquer um que tenha passado mais do que dez minutos comigo já deve saber disso, mas dias de sol às vezes se fazem necessários.

Pq a sensação que eu tenho é que, depois de todos esses dias de chuva, umidade, dias escuros, etc; um dia de sol desses é quase que um sopro de esperança, uma prova de que recomeços existem.

Semana que vem eu volto às aulas. E nossa, esse semestre vai ser puxadíssimo, tá dando medo agora já (ainda não consegui aprender muito bem a lição de "não sofrer por antecipação"....... juro que tento. ) Mas estou animada mesmo assim. De voltar à minha (caótica) rotina, voltar pra faculdade, pra ver todos os amigos de lá, pra tomar café e jogar papo fora no Bar do Antônio ou nos bancos de pedra perto do Instituto.

Mas acho que vai dar tudo certo, preciso acreditar que de alguma forma tudo vai começar a se encaixar na bagunça que às vezes é a minha vida e tudo o que sinto. Porque juro que queria ser o tipo de pessoa que sabe separar sentimentos da vida prática; mas não sou, não adianta. Tudo o que sinto afeta diretamente as minhas ações, and it really sucks sometimes.... Claro que tem vezes que a gente tem que simplesmente colocar a vida no "piloto automático", fazendo o que deve ser feito apesar do que sentimos, mas viver tempo demais assim me parece muito desperdício. De vida. Então o jeito é colocar a casa em ordem.

Mas hoje o dia promete ser leve e gostoso, com sol batendo no rosto e fazendo desaparecerem um pouco essas atucanações.

Monday, August 10, 2009

Pôxa, eu falei que preferia infinitamente o frio do que a umidade :ó(


Sem muito pra falar hoje, mas a alma anda bem. Estou tentando pôr algumas coisas em prática, tentando ser uma pessoa suuper organizada (coisa que nunca fui, mas tô tentando com todas as forças), tentando pensar menos e viver mais.

Vi hoje outro filme que amo: "The notebook", traduzido como "Diário de uma paixão". Sim, é romance, romance puro. Nada de cult, nada de hype, nada disso. Só um romance lindo, tristeee, que me faz lembrar como quando tem amor de verdade, tudo é tão complicado e tão fácil ao mesmo tempo. Não sei onde foi que li que "amor não passa da sensação de estarmos caindo e não termos ideia de onde nos segurarmos". Mas passa. Passa muito disso, é muito mais do que isso. Mas se eu começar a falar o que acho do amor, isso vai levar váarias linhas, e muita gente vai discordar, pq tenho algumas opiniões bem definidas sobre o assunto. Acho que a maioria das minhas opiniões é assim, by the way.

E sim, me rendi ao "ideia" sem acento. Não dá pra ir contra o inevitável pra sempre, certo?

Monday, August 03, 2009

Hoje eu revi o filme que mais amo no mundo: Amélie Poulain. Este posto sempre foi de Elizabethtown, que também amo de paixão, mas hoje, depois de rever Amélie, não teve como. Gente, que filme l-i-n-d-o. A fotografia é linda, a trilha sonora é sem comentários, as cenas são encantadoras. E é incrível como tem muito de mim ali. Nos pequenos prazeres, no jeito de pensar, de sempre dizer a hora exata (agora, por exemplo, são 22h44min), de sempre pensar que enquanto eu estou aqui digitando, milhares de pessoas estão, nesse exato momento, fazendo outras coisas, vivendo as suas vidas, nesse exato momento. Também no jeito de ser mesmo tonta e desastrada no que se refere a relacionamentos. Porque sabe, sou muito tonta nisso, sempre fui. Mas tem uma coisa que o velhinho amigo dela diz no fim do filme "você não tem os ossos de vidro assim como eu, Amélie, você é capaz de aguentar os baques da vida", e de certa forma senti como se fosse um conselho pra mim tbm. Porque nessa área eu meio que criei uma casca de um bom tempo pra cá, e essa casca atrapalha em muitas coisas, mas está ali por um motivo: me protege de certa forma. Mas também evita que eu...... SINTA, viva de verdade os sentimentos. É que sabe, esses baques de que o velhinho falou... bem, eles doem, muito. É bem mais fácil criar uma casca. Mas também é mais covarde, eu sei. Tô só divagando um pouco, falando comigo mesma, desculpem.

Bem, acho que a maioria já deve conhecer o filme, mas vale muito, mas MUITO a pena ver de novo. Ele é delicioso e sensível, nos faz olhar as pequenas coisas de uma outra forma, nos mostra o quanto muitas vezes é simples e está ao nosso alcance fazer a vida das pessoas muito mais feliz. E é um grande aprendizado. Pra mim não na questão das pequenas coisas, porque bem, eu AMO pequenas coisas, sei muitíssimo bem o valor e a graça delas. Mas pra muita gente essa sensibilidade, esse olhar mais aguçado e essa valorização ainda faltam. E só quem já se deu conta do valor dos pequenos momentos, dos detalhes, dos pequenos prazeres, sabe o bem que tudo isso faz. Pra mim ele é mais uma inspiração, uma imensa inspiração, vejo esse filme e fico leve, fico vendo as coisas e o mundo de um jeito mais bonito, fico mais confiante nas pessoas. Sim, as pessoas, essas que todos os dias nos dão tantos motivos pra desconfiar, pra não acreditar, pra manter os dois pés atrás. Mas também essas mesmas que fazem nossa vida algo melhor, que nos gostam ou se preocupam conosco genuína e desinteressadamente.

"A vida anda difícil para os sonhadores" diz a moça que trabalha numa mistura de locadora de filmes pornôs e bordel. E eu concordo, anda difícil mesmo, mas ainda tem a sua graça.

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Thursday, July 30, 2009

To aqui ouvindo bittersweet symphony, e pensando em como essa musica é verdadeira. Em como define bem o que penso da vida. Bittersweet.
Amo a vida, mas isso não veio de graça. Bati com a cabeça, escorreguei nem sei quantas vezes, levei rasteiras em algumas outras.
Mas levantei em todas elas, arranjei forças não sei bem onde, porque teve vezes que não as tinha, e tampouco vontade de levantar. Hoje tenho. Criei algo que é meu, só meu, uma força, uma gana e uma vontade de viver que ninguém pode me tirar. De vez em quando tropeço ainda, de vez em quando essa força titubeia, de vez em quando tenho vontade de fugir de tudo, mas penso isso é normal, enquanto essa força estiver ali.
É essa força me faz levantar todos os dias as 5 am (4h30 em alguns...), é essa força que me faz cursar a faculdade que sempre me encantou, apesar dos desencantos que foram surgindo no caminho e que acabaram enchendo minha cabeça de caraminholas e dúvidas. Essa força que de vez em quando falta e penso que tudo está perdido, ou tudo confuso, ou eu toda medrosa. Mas, somehow, sei que ela está ali. E é pra ali que eu volto, pra dentro de mim, é ali que busco o impulso para continuar, todos os dias, não só sobrevivendo, mas VIVENDO de verdade. É um refúgio meu, porque eu gosto muito de mim, convivo muito bem comigo mesma. E isso é uma das coisas mais importantes, the way I see it. Porque tem gente que não sabe ficar sozinha nunca, não só romanticamente, mas também em relação a amigos, festas, etc. Tem que estar sempre em movimento, sempre fazendo alguma coisa, sempre saindo, correndo, pra ter a ilusão de estar realmente vivendo. Para preencher um vazio que vai muito mais fundo do que isso. Eu pessoalmente desconfio de gente que nunca pára quieta. É medo de ver o que, de pensar no quê?
Não fui sempre assim, não convivi sempre bem comigo mesma, mas me esforcei demais, conscientemente, para me tornar uma pessoa que parecesse o suficientemente interessante para mim, para que eu tivesse orgulho do que sou. Tinha coisas que não gostava em mim. Dei um jeito de melhorar. É fácil? Não, não é. Mas se tem uma coisa que me irrita é gente que diz “sou assim, e não tem jeito de mudar”. Vida, afinal, é isso (ao menos devia ser): uma constante evolução.
Claro que às vezes fraquejo, claro que ainda tenho muitos defeitos, claro que de vez em quando eu super queria sumir. Mas eu tenho pra onde voltar, e isso não tem preço.
Aprendi várias coisas com o passar desse cara que ainda dá tanto medo: o tempo. Aprendi que ele realmente faz sarar algumas feridas, mas abre outras. Aprendi que ele sempre vai passar rápido quando tudo que gostaríamos é que ele parasse, e vice versa. Aprendi que a gente sempre vai achar que ele cura tudo, mas não é ele que cura, é a gente mesmo. Aprendi que não tem quem possa fazer as coisas por nós, se nós não quisermos at first. Aprendi que se não tivermos uma fortaleza muito bem construída dentro de nós, não haverá pra onde voltar. Aprendi que não é o número de amigos no orkut, de contatos no msn ou de festas que vai fazer sumir a tua solidão. Ela só vai estar.... povoada. Aprendi que sou minha pior inimiga, e minha melhor amiga, por mais contraditório que seja. Ninguém pode me fazer mais mal do que eu mesma, porque quando estou bem, ninguém vai poder me atingir forte o suficiente pra me tirar do eixo. E é isso que busco diariamente, uma paz de espírito completa, plena.

To fazendo 23 primaveras hoje* (breeega, mas acho fofo). E gosto de fazer esse balanço das coisas que a gente vai aprendendo, mudando, evoluindo. Gosto de pensar no que sou melhor hoje do que era há algum tempo atrás, e no que sou pior hoje do que serei daqui a algum tempo, e como faço pra chegar lá.

Ando passando por algumas pseudo crises existenciais. Dá medo. Dá vontade de se enconder num cantinho e esperar o tempo passar em branco. Porque pegar as folhas em branco que são os dias e escrever nelas de caneta preta de vez em quando é definitivo demais, dá medo demais; e não dá pra escrever a lápis. Mas há tempos aprendi que não dá pra fugir da VIDA. Dá pra se recluir um pouco, pensar sobre ela, pensar no que deve ser feito, reunir energias. Mas não fugir de vez. Porque aí não é vida, é sobrevida (sobreviver, got it?).

But well, that’s just the way I think.

ps: desculpem por estar usando tantas expressões em inglês, mas juro que de vez em quando p mim fica mais fácil pensar/expressar assim.

* já é ontem....

Tuesday, July 28, 2009

Tah, tudo bem, eu me entrego: tô aceitando doações de ar condicionado quente (não precisa ser quente e frio, no calor me conformo com ventilador mesmo). E estou pensando em colocar umas cláusulas no contrato com São Pedro....

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Monday, July 27, 2009

FRIO. Tá MUITO frio. Do tipo ZERO graus nos últimos amanheceres. Nunca usei tantas palavras em caps lock em frases tão curtas, mas o negócio tá sério mesmo.

E eu adoro. Adoooro frio, e esse realmente está fazendo jus ao "terrível inverno gaúcho" que sempre foi história pra boi dormir, se alguém me perguntar. Agooora sim, eu sei o que é um dia a zero graus..... devo ter presenciado isso apenas uma vez antes, em toda minha vida. Mas olha: zero graus sim, mas céu azul lindo, sol brilhante daquele jeito que fica só no inverno, aquela luminosidade perfeita..... Por mim pode ser assim sempre se não existir mais umidade. Do we have a deal, São Pedro??

Claro que não é tudo tão maravilhoso quando não se tem um ar condicionado em casa..... Tô aqui no computador com coberta, roupa quente e cachecol (!!!). Sim, pela primeira vez estou usando cachecol dentro de casa. E minhas mãos, que têm necessariamente de ficar fora da coberta para que eu possa digitar, estão congelando, assustadoramente azuis. Mas em compensação ontem comi sopa à noite, e poucas combinações são melhores que inverno + sopa (talvez uma forte concorrente seja inverno + café). Além disso, tava tudo lindo hoje de manhã coberto de "açúcar confeiteiro" (expressão emprestada da minha mãe, usada para designar geada), e estou usando tri feliz minha coleção de cachecóis e meias.

Hoje de manhã tive de pegar metrô e ir atéeeee o Campus do Vale, e pensei "vou morrer no caminho, certamente". Metrô é sempre super frio, e sempre tem gente que insiste em deixar todas as janelas abertas ao máximo. Isso, é claro, quando tá tudo bem. Porque, quando pretensamente estamos com uma "epidemia" em vias de se alastrar ao sinal do menor espirro, NINGUÉM abre a janela. Assim, só de birra. Sei que a tal gripe não é nada demais, etc, etc, mas sério, a ÚLTIMA coisa que eu precisava agora era uma gripe, qualquer gripe que fosse. Febre, ficar de cama, blah, blah, blah. Sem paciência pra isso no momento, então abri bem feliz a minha janela e fiquei parecendo uma turca com o cachecol cobrindo todo meu rosto pra eu não congelar com o vento.

Já fiz minha encomenda de matrícula pro próximo semestre de facul, e tô rezando pra que Deus tenha piedade da minha alma. Pq São Pedro normalmente não tem, tanto que tenho certeza de que ele não vai aceitar o trato que propus.

Thursday, July 23, 2009

Então, o post abaixo foi um super desabafo, a tal questão é mesmo uma das coisas que anda tirando minha paz, e que me faz pedir PELAMORDEDEUS, será que alguém me consegue uma bolha?

Mas as coisas estão melhorando um pouco, eu acho. Estou tentando organizar a vida, o tempo que ainda me falta de facul, tentando pensar se isso é o que realmente o que eu quero pra mim, e acho sinceramente que é. Vou ter que pagar pra ver. (E olha, eu REALMENTE não sou do tipo que gosta de pagar pra ver, queria demais uma bola de cristal às vezes..... é o medo de não saber/poder voltar que me assombra aqui, de novo. Anyways, c'est la vie).

Últimos dias foram bons, encontrei amigos que me fazem bem, comi pizza hut pela 2a vez na minha vida com 3 deles e me divirti um monte; vi um filme horrível hoje - horrível mesmo, chama "Névoa", não assistam - regado a molho 4 queijos e mousse de chocolate com outros 2. . . Porque amigos são isso mesmo: pessoas que nos fazem e nos querem bem, e adoro demais os meus.

A noite hoje foi realmente ótima, e me trouxe um pouco da paz que fazia um tempo que não experimentava. Apesar do filme péssimo (monstros horrorosos, aranhas gigantes, pessoas normais que, em situações de pressão extrema, se transformam), a comida estava maravilhosa e a companhia nem se fala. Little sis e amigo dela que também está se tornando amigo meu, conversas na cozinha durante o preparo da magnífica refeição; papo, risadas e comentários durante o filme; ficar junto da família que eu amo tanto no final da noite.

São essas pequenas coisas que me fazem feliz. Que me trazem paz, alegria e que me põem "back on track".

Só sei que estou um pouco mais tranquila hoje, e vendo algumas luzes no fim do túnel em que eu estava metida. Não são assim umas luzes discoteca 70's ainda, mas isso eu vou resolvendo ;)